ARTIGOS

O Caminho para as Pequenas e Médias Empresas

Autor: Rodrigo Bertozzi - Data: 25/10/2011

Imagine que Stephen Hawking e Leonard Mlodínov - dois dos mais respeitados

físicos do mundo - estejam certos na teoria que defende a tese de múltíplos

universos sobrepostos.

Pense em sua empresa a correr por dois caminhos que em dado instante

se separam para criar realidades alternativas. Aprimeira é o·futuro aútornático

onde o modelo de negócios construído permanece o mesmo. Nada muda

em relação ao pensamento estratégico. E a nova realidade com mais voracidade

na busca pela diferenciação em mercados cada vez mais congestionados

por meio de recepção de investimentos e outros ferramentais à disposição

do empreendedor.

Inovação e investimentos com capital de terceiros

são motores do desenvolvimento. Menos que isso é

aceitar o futuro automático de fazer mais do mesmo

A época é histórica para as empresas brasileiras. Lembra como era há 25

anos? Mudança de regras, planos econômicos, juros de 45% ao mês. Milhares

de empreendedores foram dizimados, mas você não. Compra de participação

societária para expansão era quase uma piada. Quem iria querer investir

em negócios no Brasil em condições adversas. As dificuldades de um futuro

imperfeito ficaram para trás. Todo empreendedor acredita no negócio e

essa visão fez toda a diferença.

Inovação e investimentos com capital de terceiros são os motores do desenvolvimento

sustentável da empresa de médio porte. Menos que isso é aceitar

o futuro automático de fazer mais do mesmo. Não podemos permitir que

ideias brilhantes sejam atraídas para um buraco negro e exterminadas por falta

de capital humano e financeiro. E muito menos por medo de contágio.

Há dois universos possíveis do pensamento estratégico nas médias empresas.

No automático, (arcaico) a visão de vender parte do negócio sequer

era mencionado. Muitos preferiram falir ou quando buscavam ajuda era tarde

demais. Usavam o capital próprio para crescer de forma limitada. Expansão

orgânica lenta e com falhas na distribuição de produtos, pouco marketing

e raros lançamentos. A busca por financiamento era sempre com o custo

do dinheiro alto e prazo curto. E a conjuntura econômica desfavorável,

planos, inflação e alta complexidade logística para exportar.

Há ainda o universo alternativo, (moderno) que inclui vender parte da

empresa e permanecer como gestor, mas com capital saudável para a expansão.

Os investidores preferem o fundador à frente dos negócios. Rápida expansão

territorial, produtos mais inovadores. Buscar novas fontes com ban- •

cos de investimentos especializados em empresa para financiamentos longos

com prazos de mais de sete anos, carência e juros competitivos.

Você pode realmente alterar. o seu futuro automático quando se fala em

expansão. É estudar as opções do mercado, investidores, compra de concorrentes

menores, consolidação de uma posição estratégica. A combinação é

infinita. Por fim, em qual dos universos seguir? Se todo empreendedor é

uma espécie curiosa, não existe momento econômico mais importante para

se reinventar. Cria-se um universo alternativo de inúmeras possibilidades.

E isso nunca foi tão emocionante .•